08/10/2019

Acontece no UNICURITIBA: I Congresso Internacional de Direitos Humanos do UNICURITIBA


            Entre os dias 01 e 03 de outubro, ocorreu em nossa instituição um evento muito especial, o I Congresso Internacional de Direitos Humanos do UNICURITIBA. Este, foi idealizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Direitos Humanos no Sistema Interamericano (GEDIH), coordenado pela Professa Doutora Karla Pinhel Ribeiro. O congresso contou com palestrantes, mediados por professores da casa, em doze painéis que trataram de temas relevantes sobre cidadania, meio ambiente e Direitos Humanos. Houve, ainda, a exibição de vinte e três animações da Mostra de Animação e Direitos Humanos; o lançamento do livro Reforma Trabalhista: um necessário olhar feminino; três grupos de trabalho sobre Tecnologia, Meio Ambiente e Diversidade em diálogo com os direitos humanos; e, três oficinas sobre Redes Sociais e Privacidade Digital, Direito Internacional dos Direitos Humanos e Advocacia e Direitos LGBTI.
O I Congresso Internacional de Direitos Humanos permitiu o acesso da academia e da comunidade ao conhecimento de especialistas, pesquisadores e professores, das mais variadas áreas de atuação, que compartilharam suas pesquisas em palestras e oficinas que versaram sobre questões importantes dos direitos humanos dentro da concepção de desenvolvimento sustentável, conforme o tema proposto nesta primeira edição: “Pensando as consequências da Cidadania no Meio Ambiente”.
O evento teve início com a fala de Ricardo Tadeu Marques Fonseca sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Pessoas Idosas, Acessibilidade e Educação e, na sequência, ocorreu a palestra de Marcelo Conrado e Ana Paula Ulandowski Holtz sobre Produção áudio visual, direitos humanos e novas tecnologias. Eloy Fassi Casagrande Junior e Jasafá Moreira da Cunha versaram sobre Direito, tecnologia e meio ambiente, e Sandra Regina Fergutz dos Santos Batista e a professora Heloisa Câmara falaram sobre Intolerância e convivência.
A manhã do dia 02 iniciou com as palavras da psicóloga Carolina de Souza Walger e do professor Luiz Eduardo Gunther, que discorreram sobre a exploração de mão de obra e o trabalho escravo. A acadêmica do curso de Direito, Carolina Demetrio, destacou partes importantes da fala de Walger sobre entendimento de trabalho escravo e condição análoga à escravidão — compreendidos como um trabalho forçado de jornada exaustiva e condições degradantes. A psicóloga comentou, ainda, sobre o ciclo da escravidão moderna, que está intimamente ligado à vulnerabilidade econômica e a exclusão social — como pessoas de baixa renda, desempregados e marginalizados. E, por fim, Walger enfatizou que, este, não é um tema restrito a questões trabalhistas, mas trata-se de violações de direitos humanos e precisa ser combatido pela sociedade, como um todo. O sexto painel teve a presença de Thales B. Mendonça que discorreu sobre o Direito à alimentação. E, no período da noite, o professor e doutor Conor Foley apresentou o painel sobre Human Rights Protection in the Field, seguido do painel sobre Morar com Dignidade com a presença da Defensora Pública Olenka Lins e Silva Martins Rocha e representante da TETO.
No último dia de congresso, Victor Marchezini falou sobre Mudanças Climáticas e Refugiados Ambientais, e André de Carvalho Ramos compôs o painel seguinte sobre Temas contemporâneos de direitos humanos. No início da noite, antecedendo o painel sobre Saúde mental e Direitos Humanos, com os palestrantes Marcelo Kimati e representante da AFECE, ocorreu o décimo primeiro painel que apresentou questões sobre Mulheres no mundo dos negócios, com a fala de Bruna Caixeta e representantes da embaixada da Áustria. A estudante do curso de Direito, Eduarda Beatrice Pelentier, pontuou tópicos da fala de Caixeta que lhe chamaram a atenção e foram considerados por ela essenciais à uma análise coletiva, como: “os princípios de empoderamento das mulheres; como as mulheres podem conciliar a participação do mercado no trabalho com a maternidade; como as próprias mulheres podem se ajudar nas áreas de atuação; como podemos amenizar os efeitos do machismo estrutural; a igualdade de salários entre homens e mulheres; como ter um mundo dos negócios mais justo e igualitário; e como lidar com os desafios psicológicos quando as mulheres enfrentam assédio no trabalho.[1]
            Melissa Paz Sandler, aluna do curso de Direito no UNICURITIBA, participou da oficina de Direito Internacional e sua relação com os direitos humanos, e da oficina de advocacia, referente aos Direitos da Mulher e LGBTQIA+. Para Sandler, a experiência foi extremamente gratificante.

O grupo debateu com profissionais qualificadas de ambas as áreas, com a Bruna Singh, ministrante da conversa sobre direito internacional, e a advogada Mariana Paris, que discursou sobre a advocacia para minorias e conteúdos como: a influência das transnacionais e o trabalho escravo no mundo globalizado; a diferença entre gênero, identidade e orientação sexual; como o órgão estatal pode influenciar diretamente na eficácia da aplicação dos direitos humanos; além de temas relacionados à corte interamericana de direitos do indivíduo; e o poder dos países ditos desenvolvidos sobre aqueles que estão em desenvolvimento.[2]

            Tanto Demetrio, Sandler e Palentier destacaram a importância de eventos como o I Congresso Internacional de Direitos Humanos para o debate e promoção reflexiva de questões fundamentais ao desenvolvimento humano. Melissa enfatizou que o diálogo proporcionado nas oficinas e as discussões apresentadas nas palestras “mantêm uma dinâmica entre os alunos que incentivam a criação de ideias e possíveis soluções para problemáticas atuais, ademais os direitos humanos devem ser a base de qualquer política de estado, sendo protegidos pela constituição nas cláusulas pétreas, que demonstram sua importância para o ser humano”[3]. E, Eduarda complementou, salientando que questões essenciais ao viver estão inseridas nos direitos humanos, como o direito à moradia, saúde, liberdade, educação e igualdade de gênero. E, tais direitos, só são possíveis de serem assegurados pois vivermos em um Estado Democrático de Direito[4].


[1] Eduarda Beatrice Pelentier, estudante do curso de Direito do UNICURITIBA, em entrevista ao UNICURITIBA Fala Direito.
[2] Melissa Paz Sandler, estudante do curso de Direito do UNICURITIBA, em entrevista ao UNICURITIBA Fala Direito.
[3] SANDLER, 2019.
[4] PALENTIER, 2019.

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